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Lição 161 – Dá-me a tua bênção, Filho Santo de Deus.

In UCEM on 10/06/2011 at 14:00

Hoje praticamos de modo diferente e nos posicionamos contra a nossa raiva para que os nossos medos possam desaparecer e oferecer espaço ao amor. Aqui está a salvação nas simples palavras com que praticamos a idéia de hoje. Aqui está a resposta para a tentação que nunca falha em acolher com boas-vindas ao Cristo aonde o medo e a raiva antes prevaleciam. Aqui a Expiação se completa, o mundo é deixado para trás com toda a segurança e o Céu é agora restaurado. Aqui está a resposta da Voz por Deus.

A completa abstração é a condição natural da mente. Mas parte dela agora não é natural. Ela não olha para tudo como um só. Ao invés disso, vê fragmentos do todo, pois só assim poderia inventar o mundo parcial que tu vês. O propósito de tudo o que vês é o de te mostrar o que desejas ver. A audição só traz à tua mente os sons que ela quer ouvir.

Assim foi feita a especificidade. E agora, é a especificidade que temos que usar na nossa prática. Nós a damos ao Espírito Santo, para que Ele possa empregá-la com um propósito que é diferente daquele que lhe demos. Contudo,Ele não pode usar nada além do que fizemos para ensinar-nos de um ponto de vista diferente, para que possamos ver uma utilidade diferente em tudo.

Um irmão é todos os irmãos. Cada mente contém todas as mentes, pois todas as mentes são uma só. Tal é a verdade. Mas estes pensamentos fazem com que o significado da criação fique claro? Estas palavras trazem com elas perfeita clareza para ti? O que podem aparentar ser senão sons vazios, belos talvez, corretos em sentimento, mas fundamentalmente incompreendidos e incompreensíveis. A mente que ensinou a si mesma a pensar de modo específico não pode mais apreender a abstração no sentido de que ela abrange todas as coisas. Precisamos ver um pouco para aprendermos muito.

Sentimos que parece ser o corpo que limita a nossa liberdade, que nos faz sofrer e que no final apaga a nossa vida. Entretanto, corpos não passam de símbolos de uma forma concreta de medo. O medo sem símbolos não exige nenhuma resposta, pois símbolos podem representar o que não tem significado. O amor não precisa de símbolos, sendo verdadeiro. Mas o medo, sendo falso, se prende às especificidades.

Os corpos atacam, mas as mentes não. Esse pensamento com certeza evoca o nosso livro texto, onde isso é enfatizado com freqüência. Essa é a razão pela qual os corpos tão facilmente vêm a ser símbolos do medo, pois a vista do corpo te apresenta o símbolo do “inimigo” do amor, que a visão de Cristo não vê. O corpo é o alvo do ataque, pois ninguém pensa que odeia a mente. No entanto, o que mais, senão a mente, dirige o corpo ao ataque? O que mais poderia ser a sede do medo senão aquilo que pensa no medo?

O ódio é específico. Tem que haver algo para ser atacado. Um inimigo tem que ser percebido de tal forma que possa ser tocado, visto e ouvido e, em última instância, morto. Quando o ódio pára sobre alguma coisa, exige a morte com tanta certeza quanto a Voz de Deus proclama que não há morte. O medo é insaciável, consumindo todas as coisas que os seus olhos contemplam, vendo-se em tudo, compelido a voltar-se contra si mesmo e a destruir.

Aquele que vê um irmão como um corpo, o vê como um símbolo do medo. E ele atacará, porque o que contempla é o seu próprio medo fora de si mesmo, pronto para atacar, mas pedindo aos gritos para se unir a ele novamente. Não te equivoques quanto à intensidade da raiva que o medo projetado tem que gerar. Irado, ele urra e arranha o ar na frenética esperança de poder alcançar aquele que o fez e devorá-lo.

É isso o que os olhos do corpo contemplam naquele que o Céu estima, que os anjos amam e que Deus criou perfeito. Essa é a sua realidade. E na visão de Cristo a sua beleza se reflete de uma forma tão santa e tão bonita, que dificilmente poderias resistir a ajoelhar-te aos seus pés. Entretanto, ao invés disso, tomarás a sua mão, pois és como ele na vista que o vê assim. O ataque contra ele é teu inimigo, pois não perceberás que em suas mãos está a tua salvação. Pede-lhe apenas isso e ele a dará a ti. Não lhe peças que simbolize o teu medo. Pedirias que o amor destruísse a si mesmo? Ou queres que ele seja revelado a ti e te liberte?

Hoje praticamos de uma forma que já tentamos antes. A tua prontidão está mais perto agora e hoje virás para mais perto ainda da visão de Cristo. Se estiveres comprometido em alcançá-la, terás sucesso hoje. E uma vez que tiveres tido sucesso, a tua vontade não estará mais disposta a aceitar as testemunhas que os olhos do teu corpo convocam. O que verás cantar-te-á antigas melodias que lembrarás. Tu não foste esquecido no Céu. Não queres lembrar-te dele?

Escolhe um irmão, símbolo do resto e pede-lhe a salvação. Primeiro, que o vejas com a maior clareza possível, daquela mesma fora com que já estás acostumado. Vê o seu rosto, suas mãos, seus pés, suas roupas. Observa-o sorrir e vê os gestos familiares que ele faz tão frequentemente. Então pensa nisso: o que estás vendo agora te oculta a vista de alguém que pode perdoar todos os teus pecados, cujas mãos sagradas podem remover os cravos que atravessas as tuas e retirar a coroa de espinhos que colocaste sobre a tua cabeça ensangüentada. Pede-lhe isso para que ele possa libertar-te:

Dá-me a tua bênção, Filho Santo de Deus. Quero contemplar-te com os olhos de Cristo e ver a minha perfeita impecabilidade em ti.

E Aquele Que convocaste, responderá. Pois Ele ouvirá a Voz por Deus em ti e responderá na tua própria voz. Contempla-o agora, aquele que viste apenas como carne e osso e reconhece que Cristo veio a ti. A idéia de hoje é o modo de escapares com segurança da raiva e do medo. Certifica-te de usá-la imediatamente, se fores tentado a atacar um irmão e a perceber nele o símbolo do teu medo. E o verás subitamente transformado de inimigo em salvador, do demônio em Cristo.

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